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Segurança

Projeto implementado por construtora goiana visa zerar acidentes durante trabalhos em altura

Telas de metal reaproveitáveis são fixadas a oito centímetros das periferias para garantir a segurança dos funcionários no canteiro

Isadora Macedo
Edição 104 - Fevereiro/2017
Divulgação Queiroz

Idealizado há mais de cinco anos, o projeto EPC Prático, que usa telas de metal em torno da obra, busca evitar acidentes por falha humana durante a construção de edifícios.

De acordo com o Anuário Estatístico do Ministério da Previdência Social, em 2010 foram registradas 54.664 ocorrências de acidente de trabalho na construção civil, dos quais 36.379 se enquadram como 'acidentes típicos', como é o caso das quedas em altura. Essa é a causa mais comum de lesões e mortes, depois dos acidentes em trabalhos de escavação e movimentação de cargas. Nesse sentido, uma empresa da construção civil tem adotado medidas práticas de proteção coletiva para prevenir ocorrências desse tipo.

O exemplo é da Queiroz Silveira Construtora e Incorporadora, que desenvolveu um equipamento de proteção coletiva de fácil montagem e sustentável graças ao reaproveitamento dos componentes em outras obras. São telas de metal fixadas a oito centímetros da periferia, o que torna quase impossível a queda de objetos e pessoas. Além disso, ela não precisa ser retirada enquanto operários realizam procedimentos como levantamento de alvenaria, por exemplo.

De acordo com o técnico de segurança do trabalho Daniel Sousa, de quem - há cinco anos - partiu a ideia de desenvolver projetos voltados para o risco de queda, esse é um dos quatro projetos voltados para esse fim que serão implantados na empresa. As telas são resistentes, atendem às exigências de teste das Normas Regulamentadoras (NRs) e Normas Brasileiras Regulamentadoras (NBRs) relacionadas ao tema, e são eficientes por estarem presentes em diversas fases da obra sem comprometer ou expor a vida de pessoas. 'É um equipamento que acompanha a velocidade da obra em razão da facilidade de instalação. Elimina o risco de queda, funciona independentemente da falha humana. Além disso, é um recurso prático, pois elimina desperdício e acúmulo de materiais. A vida útil do produto é longa e pode ser reaproveitado em outras obras', conta Daniel.

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