Técnico de segurança do trabalho | Equipe de Obra

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Carreira

Técnico de segurança do trabalho

Ele treina e inspeciona as frentes de trabalho para evitar acidentes nos canteiros de obras

Reportagem: Giovanny Gerolla
Edição 28 - Março/2010

 

Profissional

Marcelo Scandaroli
Nome: Amadeu Moraes 
Idade: 48 anos 
Onde nasceu: Curitiba
Onde mora: Uberlândia (MG) 
Onde trabalha: Racional Engenharia 
Função atual: Técnico de Segurança do Trabalho  

Há  quanto tempo você atua como técnico de segurança do trabalho?
Atuo como técnico há 18 anos, mas sou militar reformado da Aeronáutica.

Como aprendeu a profissão?
O curso foi realizado em uma escola estadual em São José dos Campos, São Paulo. Tínhamos matérias técnicas intercaladas com as disciplinas do colegial regular (hoje equivalente ao ensino médio). O Governo do Estado, na década de 1990, implantou esses cursos técnicos em algumas escolas, a título de experiência, só que por falta de alunos e devido ao baixo índice de aprovação, eles foram sendo retirados das escolas públicas.

Por que você escolheu trabalhar nessa área?
Tudo aconteceu por acaso. Eu estava fazendo, na verdade, um curso particular de Técnico em Contabilidade e, a pedido de alguns amigos, mudei para o Técnico de Segurança do Trabalho. Gostei muito. Durou três anos e foi totalmente gratuito.

É difícil ser técnico de segurança do trabalho?
No início foi muito difícil, pois naquela época as empresas somente contratavam esse profissional para cumprir a legislação vigente. Nós não atuávamos do jeito que tinha que ser.

Hoje a situação é diferente?
A situação mudou muito porque as empresas sentem o custo alto das implicações legais e judiciais de um acidente de trabalho. Como resultado, passaram a investir mais em segurança, além de permitir e cobrar a atuação eficaz do profissional dessa área.

O que é necessário para ser um bom técnico?
Em primeiro lugar, ser justo e enérgico, sem arrogância, conquistando o respeito de toda a equipe. É preciso saber colocar sua opinião e, ao mesmo tempo, respeitar a de outras pessoas envolvidas; mostrar a irregularidade, imediatamente propor uma solução e, na medida do possível, amar o que faz.  

Como é a rotina de trabalho?
Na área da construção civil não há rotina, pois as atividades variam de minuto a minuto.

Quais são suas responsabilidades?
O profissional deve inspecionar constantemente as frentes de trabalho, orientar e dar suporte técnico a toda equipe, cobrar o uso de EPIs, fazer vistoria de máquinas e equipamentos, palestrar para novos colaboradores, para que se integrem à equipe, diálogos diários de segurança e outros treinamentos específicos.

O técnico fica envolvido em algum tipo de risco?
Ele fica exposto a vários tipos de risco, como qualquer colaborador no canteiro de obras.

Em 18 anos, você  realizou algum curso de reciclagem profissional?
Uma reciclagem que fiz foi o curso de Segurança em Espaço Confinado. Também é importante que o técnico esteja sempre atento às Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho, que estão sempre mudando.

O uso de Equipamentos de Proteção Individual ainda é um problema? As pessoas são muito resistentes?
Infelizmente, sim. O colaborador ainda resiste quanto ao uso do EPI, dizendo que atrapalha, dá dores de cabeça, ou esquenta demais. Esta é uma questão comportamental difícil de ser corrigida. A maioria das pessoas só entende a importância do equipamento quando sofre o acidente.

Você teria algum exemplo para citar?
Em uma determinada obra, passei uma vez junto ao poço do elevador e pude constatar que o funcionário não utilizava o cinto de segurança. Imediatamente o adverti - verbalmente e, depois, por escrito. Ele foi obrigado a colocar o cinto. Depois de mais uma hora de trabalho, fui informado de que, ao puxar uma tábua que não suportou o seu peso, ele foi lançado para o interior do poço. Ficou pendurado pelo cinto de segurança e até hoje é muito agradecido a mim.

Características da função

O que faz o técnico em segurança do trabalho - Atua na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, elabora planejamento e realiza inspeções nas frentes de serviço da empresa e treinamentos. 

Em que etapa da obra entra - Desde o início da obra, assim terá melhores condições de integrar-se à equipe e participar do planejamento de Segurança do Trabalho. 

Em quais tipos de empresa pode trabalhar - Em todas que devem atender à legislação vigente ou que desejam ir além das necessidades legais e permitir melhores resultados em Segurança.

Mercado de trabalho - O mercado está bom e tende a melhorar ainda mais, com a previsão do surgimento de inúmeras obras para a Copa de 2014 e para as Olimpíadas de 2016.

Onde aprender - Cursos técnicos particulares e atuação profissional diária. 

Salário médio - De R$ 2.200,00 a R$ 4.000,00, dependendo da experiência e do porte da empresa.

Responsabilidades - Realizar análise de acidente e/ou doença do trabalho (ocupacional) e propor recomendações para evitar novas ocorrências; treinamentos; procedimentos de segurança do trabalho; participar das reuniões da Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), se existir; colaborar na realização da Sipat (Semana Interna de Prevenção de Acidentes); participar de reuniões sobre Segurança do Trabalho; especificar os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual); especificar os EPCs (Equipamentos de Proteção Coletiva).

Onde aprender

Cefet-RJ (Centro Federal de Educação Tecnológica no Rio de Janeiro)
Unidade: Maracanã
Telefone: (11) 2566-3022
www.cefet-rj.br

Etecs (Escolas Técnicas do Estado de São Paulo)
Unidades das cidades de Aguaí, Americana, Amparo, Barretos, Bauru, Cajamar, Ferraz de Vasconcelos, Garça, Guaratinguetá, Jundiaí, Marília, Mococa, Mogi das Cruzes, Nova Odessa, Osvaldo Cruz, Piracicaba, Quatá, Santos, São Paulo, Sorocaba e Taubaté.
Telefones: (11) 3471-4071 (Capital e Grande São Paulo) e 0800-772-2829 (Demais localidades)
www.vestibulinhoetec.com.br

Senai-PR
Unidade: Londrina
Fone: (43) 3294-5100
www.pr.senai.br