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Planejamento

Escavação estabilizada

Polímero sintético substitui lama bentonítica na execução de fundações e gera economia de mais de R$ 100 mil em obra da construtora BKO

Reportagem: Jamila Venturini
Edição 37 - Julho/2011

Instituto de Obras Públicas do Espírito Santo
A lama bentonítica é utilizada na construção civil para dar sustentação ao solo em escavações de fundações. Ao ser bombeada para dentro da cavidade, ela preenche os vazios do solo e adquire rigidez, formando uma película gelatinosa que impede o desabamento das paredes da cavidade.

Seu uso, porém, pode significar um custo elevado, principalmente por conta dos gastos com o descarte de resíduos.­ A lama bentonítica pode causar a morte de plantas e animais quando lançada no meio ambiente em grande quantidade. Por isso, ela deve ser encaminhada para aterros que aceitem esse tipo de produto, o que muitas vezes pode sair caro. Para fazer as fundações de um empreendimento comercial na cidade de Santos (SP), por exemplo, o engenheiro Gustavo Barrio estimava gastar R$ 464,3 mil apenas com o descarte do material contaminado e dos resíduos da lama.

Para reduzir custos e minimizar o impacto ambiental da obra, optou-se pelo uso de polímeros sintéticos no lugar da lama bentonítica. Em contato com a água, esses polímeros se transformam em uma espécie de cola capaz de estabilizar as escavações. Eles causam menos impactos ao meio ambiente porque seus resíduos podem ser tratados e reaproveitados. Além disso, apesar de ter um custo unitário superior ao da bentonita (a matéria-prima da lama bentonítica), o polímero proporcionou uma economia de mais de R$ 100 mil à obra.

 

ECONOMIA NA OBRA

Caso optasse pela lama bentonítica, a empresa gastaria R$ 464.378,88 para descartar os 1.500 m³ de material após sua utilização, assim como os materiais contaminados com a bentonita. Com o uso do polímero, houve um acréscimo de R$ 104.035,00 no contrato com a empresa de fundações, mas o gasto total com descartes foi menor: R$ 259.137,60. Ao final, a economia total obtida com a substituição da lama bentonítica pelo polímero foi de R$ 101.206,28.

 

ESTACA ESCAVADA EM ETAPAS

Apoio técnico: Rodrigo Vaz, coordenador do departamento de qualidade e tecnologia da BKO; Rodrigo Tavares, gerente de orçamento e planejamento da BKO. Bibliografia: Estudo comparativo do impacto ambiental produzido pelo uso de lama bentonítica e de polímero em obras de fundações na construção civil, dissertação de mestrado de Carla Bonezi Nunes da Mota.

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