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Planejamento

Fechaduras

Além da variedade de acabamentos, as fechaduras também se diferenciam pelos graus de segurança, resistência e durabilidade

Reportagem: Juliana Nakamura
Edição 41 - Novembro/2011

Design e acabamento normalmente são as primeiras coisas que o consumidor observa quando vai escolher fechaduras. Só que nem sempre a peça mais bonita é a mais adequada. Sem contar que alguns produtos podem parecer iguais a olho nu, mas ter diferenças internas de mecanismos e qualidade significativos.

Há, no mercado, produtos com variados graus de segurança e de resistência à corrosão, confeccionados com matérias-primas metálicas como alumínio, latão, aço inox e zamac (liga de zinco com alumínio, magnésio e cobre). Por isso, na hora de escolher qual produto adquirir, vale prestar atenção a alguns critérios que vão além da estética.

"Primeiro deve-se verificar qual será a intensidade de uso da fechadura", diz Roney Honda Margutti, gerente de tecnologia do Sindicato da Indústria de Artefatos e Metais Não Ferrosos no Estado de São Paulo (Siamfesp). Uma segunda avaliação refere-se à necessidade de a fechadura resistir a arrombamentos. Isso é fundamental em produtos que serão instalados em portas de entrada, mas pouco importante para fechaduras fixadas em portas internas, como em dormitórios.

É importante observar também a exposição da fechadura à agressividade ambiental, especialmente no caso de peças instaladas na entrada de casas na praia, sujeita aos efeitos da maresia e de intempéries. Em geral, as fechaduras de aço inox e latão cromado e alumínio cromado são mais indicadas para essas situações.

Por fim, antes de comprar, deve-se checar a espessura da porta onde a fechadura será colocada e, no caso de reposição, verificar a distância de broca (que vai do furo da maçaneta até a borda da porta).

Na hora de comparar produtos, são de grande ajuda as informações presentes nas embalagens das fechaduras, o que é uma exigência da norma técnica NBR 14913 Fechadura de Embutir - Requisitos, Classificação e Métodos de Ensaio. Edwirges Ribeiro, coordenadora de Programas Setoriais da Qualidade da Tesis, explica que entre os dados que devem ser disponibilizados pelos fabricantes estão a classificação do produto nos quesitos frequência de uso (leve, médio ou intenso), grau de segurança (de máxima a mínima) e grau de resistência à corrosão (de 1 a 4).

CLASSIFICAÇÃO DAS FECHADURAS

Em relação à frequência de uso

Divulgação: Pado
Divulgação: Yale LaFonte

Frequência de uso: tráfego leve

Principais características: são as que custam menos. Devem suportar 35 mil ciclos de introdução, acionamento e retirada da chave. Costumam ser mais leves e esbeltas.

Indicadas para: residências, em portas de comunicação entre cômodos internos.

Divulgação: Pado
Divulgação: Yale LaFonte

Frequência de uso: tráfego médio ou moderado

Principais características: de preço intermediário, suportam 75 mil ciclos de introdução, acionamento e retirada da chave.

Indicadas para: residências, consultórios, escritórios.

Divulgação: Pado

Frequência de uso: tráfego pesado ou intenso

Principais características: utilizam matérias-primas mais resistentes, como aço inoxidável, e mecanismos de acionamento mais robustos, como molas reforçadas. Devem suportar 120 mil ciclos de introdução, acionamento e retirada da chave.

Indicadas para: locais de uso público, como consultórios, escritórios, hospitais, centros de compras, etc.

 

 

Fechaduras eletrônicas

Divulgação: Yale LaFonte
Nos últimos anos, uma tendência que vem se consolidando no mercado são as fechaduras eletrônicas e biométricas. Essas últimas utilizam dados como leitura da digital, da íris, palma da mão ou mesmo o reconhecimento facial para acionamento.

Principalmente por causa do custo mais elevado e da necessidade de energia elétrica para o funcionamento, as fechaduras eletrônicas no Brasil ainda têm uso restrito a locais onde é exigido maior controle de acesso, como os hotéis, bancos, escritórios e indústrias. "A tecnologia e sua evolução têm colaborado para o desenvolvimento seguro desses produtos. Mas devem-se levar em conta questões como o possível esquecimento da senha, término da bateria, travamentos e emperramentos indesejáveisN, pondera Roney Margutti, do Siamfesp.

 

Fique longe de produtos não conformes!

Divulgação: Yale LaFonte

Não basta escolher o tipo certo de fechadura. Também é necessário que o consumidor se assegure de que a marca a ser adquirida tenha seus produtos em conformidade com as normas técnicas vigentes.

Para ter sua qualidade atestada, as fechaduras são submetidas a diversos ensaios de laboratório. Entre eles, destacam-se os testes de resistência mecânica de chave, maçaneta, trinco, lingueta e cubo, assim como análises de ciclagens para introdução e retirada da chave, abertura e fechamento da fechadura, ataque lateral do trinco, funcionamento do trinco pela chave e pela maçaneta. Há, ainda, os ensaios em câmara de névoa salina para verificação da qualidade do acabamento e do travamento do cilindro.

O não cumprimento dos requisitos estabelecidos nas normas brasileiras pode implicar um desempenho insatisfatório das fechaduras ao longo de sua vida útil. Entre os problemas mais comuns, a engenheira Edwirges Ribeiro cita a dificuldade no manuseio do produto, a dificuldade na instalação e na substituição da fechadura, a ruptura de componentes, como maçaneta e lingueta e, finalmente, o comprometimento do funcionamento e da durabilidade da peça por causa da corrosão.

Uma saída para fugir de produtos problemáticos é verificar a relação de marcas de fechaduras que se encontram em conformidade, assim como as não conformes, no site do PBQP-H: http://www.cidades.gov.br/pbqp-h/projetos_simac_psqs2.php?id_p

 

 

 

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