Publicidade

Planejamento

Estanqueidade aprovada

Construtora testa membrana impermeabilizante de látex em boxes de banheiros e reduz em até 15% os custos com materiais

Reportagem: Giovanny Gerolla
Edição 44 - Fevereiro/2012

A construtora Tecnisa conseguiu reduzir os custos de impermeabilização de banheiros substituindo o cimento polimérico por uma membrana à base de borracha. A empresa considera apenas a economia no valor dos materiais necessários para a execução do serviço, que neste caso variou em torno de 8% a 15%.

Segundo Luiz Henrique Manetti, engenheiro de desenvolvimento tecnológico da Tecnisa, o sistema de impermea­bilização tradicional, com cimento polimérico, tem uma execução mais demorada e complexa. "Após a primeira demão de um impermeabilizante semiflexível, davam-se três outras demãos de um composto mais resistente e flexível. Também era aplicada uma tela de poliéster, de difícil execução", explica. Entre as aplicações, é preciso esperar por pelo menos cinco horas, e a liberação dos serviços ocorre em média depois de cinco dias.

Fotos: Marcelo Scandaroli

Cimento polimérico
O cimento modificado com polímero exigia tratamento especial de rodapés, ralos e piso de boxe, e os custos de materiais chegavam a R$ 25/m² de acordo com a construtora. O processo pedia intervalos mínimos de cinco horas entre uma etapa e outra.

 

 

Fotos: Marcelo Scandaroli
Pintura impermeabilizante
A membrana flexível é aplicada ao contrapiso como se fosse uma pintura, em duas únicas demãos e com intervalo de duas horas entre elas. Também dispensa execução de proteção mecânica, permitindo que o revestimento seja aplicado diretamente sobre a membrana. O custo total do material, para a Tecnisa, ficou em torno de R$ 14/m².

O novo produto é aplicado sobre o contrapiso como uma pintura. São necessárias apenas duas demãos, aplicadas em um intervalo mais curto, de duas horas. Ao final de quatro horas, afirma, já é possível fazer o teste de estanqueidade. "O sistema já vem pronto para uso. Não é preciso diluir nem misturar componentes. Isso evita erros de dosagem. Também não são necessárias telas estruturantes de poliéster, nem tratamentos especiais em ralos e rodapés", relata Luiz Henrique.

A Tecnisa ainda não pôde calcular o impacto da adoção da nova tecnologia nos custos totais da obra, considerando cronograma e a mão de obra necessária no serviço. A empresa garante, no entanto, que só no total dos materiais comprados a redução de custos vai de 8% a 15%. "A economia varia de acordo com o tipo de banheiro a impermeabilizar, a área de boxe, rodapés e número de ralos", explica Manetti.

 

Apoio técnico: Tecnisa e Votorantim Cimentos

Destaques da Loja Pini
Aplicativos

Publicidade