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Planejamento

Almoxarifado

Para tornar mais ágil a movimentação de materiais, estoque deve ser posicionado perto do local de descarga de caminhões e do elevador da obra

Reportagem: Bruno Loturco
Edição 46 - Abril/2011

Fotos: Marcelo Scandaroli
Quando o planejamento é deixado de lado, é comum encontrar canteiros que deixam a desejar com relação à organização e segurança. Além de colocar os trabalhadores e os materiais em risco, isso compromete a produtividade.

Como não existem regras muito bem-definidas para projetar cada parte do canteiro, geralmente o layout (desenho) é definido com base na experiência do gerente da obra e adaptando o que já foi feito em outros locais.

No manual "Planejamento de canteiros de obras e gestão de processos", do Programa de Tecnologia da Habitação (Habitare), os autores Tarcisio Abreu Saurin e Carlos Torres Formoso, orientam sobre como planejar estoques, considerando a evolução dos trabalhos ao longo do tempo.

Para dimensionar corretamente o almoxarifado é preciso considerar o porte da obra e o nível de estoques, o que determina o volume de materiais e equipamentos que será guardado. No caso de tubos de PVC, por exemplo, é necessário que ao menos uma das dimensões da instalação tenha, no mínimo, 6 m de comprimento.

LOGÍSTICA
Também é preciso considerar a evolução da obra, que pode exigir ampliar ou reduzir o tamanho do estoque. O pesquisador Eduardo Luis Isatto, do Núcleo Orientado para a Inovação na Edificação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Norie/UFRGS), recomenda considerar três fases para o planejamento. "O sistema de movimentação e armazenamento será distinto em cada uma", diz.

>> Implantação (escavações e fundação): poucos tipos de materiais e pouco espaço físico;
>>
Obra regular (estrutura, alvenaria, revestimentos): uso de diversos materiais e quando já podem ser ocupadas áreas internas do edifício;
>> Fase final de desmobilização: quando os espaços devem ser liberados para conclusão dos acabamentos.


ORGANIZAÇÃO
Alguns materiais exigem a prática do primeiro a entrar é o primeiro a sair (PEPS), para que os mais antigos sejam usados primeiro. Isso é importante quando o prazo de validade é crítico, como no caso do cimento. A técnica é simples, mas exige atenção, pois o mais comum é empilhar as mercadorias recém- -chegadas sobre as que já estavam guardadas. Quando chegar a hora de usar, as que estão por cima (mais novas) serão retiradas primeiro, o que está errado! O ideal é armazenar conforme a data de compra, os prazos de validade (quando houver) e, principalmente, o planejamento de movimentação física (para que os mais novos não impeçam a retirada dos mais antigos). Recomenda-se que o estoque tenha uma abertura para a entrada e outra para saída de paletes. Foto: Daniel Beneventi

Orçar e Planejar


Foto: Daniel Beneventi

1. Localização - o ideal é que o almoxarifado fique próximo de três locais, com a seguinte prioridade: descarga dos caminhões - para agilizar a armazenagem de materiais que chegam direto para o estoque; elevador de carga - para facilitar a movimentação de materiais que são transportados apenas no momento do uso; e escritório - devido ao contato entre o mestre de obras e o almoxarife. Preferencialmente, deve ficar no subsolo, protegido de intempéries.

2. Uso imediato - para diminuir a quantidade de movimentações, o melhor é tentar enviar os materiais diretamente para os andares em que serão utilizados, principalmente quando o volume deles for muito grande.

3. Subempreiteiros - para ficar próximo das suas ferramentas, alguns subempreiteiros utilizam o mesmo local como vestiário e almoxarifado, o que não é recomendável por ser difícil dar as mesmas condições de localização e layout para eles. Se for inevitável, o melhor é construí-los perto dos banheiros.


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