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Circuitos elétricos

Instalação residencial

Confira como fazer corretamente sete tipos de instalação elétrica de baixa tensão. E veja como evitar quatro erros comuns

Reportagem: Luiz Voltolini
Edição 46 - Abril/2011

Foto: Marcelo Scandaroli

QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO
No QD os condutores são identificados por letras. Confira:
>> N: é o neutro do circuito, condutor de potencial nulo.
>>
R: é a fase do circuito, condutor energizado.
>> PE: é a Proteção Equipotencial, ou fio terra, que é o condutor ligado ao sistema de aterramento da residência. O terra protege a instalação elétrica, os equipamentos e os seus usuários.

Trabalhos em instalações elétricas, mesmo nas de baixa tensão, devem ser feitos sempre por profissional capacitado e seguindo as orientações da NBR 5410 - Instalações Elétricas de Baixa Tensão. A engenheira eletricista Ellen Moraes Coimbra Santo também recomenda que o profissional tenha sempre à mão um livro sobre instalações elétricas para tirar dúvidas.

Para as orientações dessa reportagem foram tomadas como base as informações do livro de Eduardo Cesar Alves Cruz e Larry Aparecido Aniceto, que traz fundamentos, prática e projetos em instalações residenciais e comerciais. Nesse livro os autores explicam que o ramal de entrada é o conjunto de condutores (compostos de até três fases e um neutro) que entra no poste auxiliar do consumidor, ligando o ponto de entrega ao quadro de medição (QM).

O quadro de medição tem o primeiro conjunto de dispositivos de proteção da instalação elétrica, além do aparelho medidor de energia em kWh. Nele é instalado o sistema de aterramento de onde se origina o condutor de proteção equipotencial (PE), mais conhecido como fio terra. É do QM que sai o conjunto de condutores (até três fases, um neutro e um terra) que segue até o quadro de distribuição (QD).

No QD são instalados os dispositivos de proteção de todos os circuitos da instalação elétrica chamados de circuitos terminais, cuja função é alimentar os pontos de utilização da residência. São os pontos onde são conectadas as cargas da instalação: tomadas, lâmpadas, chuveiros, equipamentos de ar-condicionado etc.

Existem dois projetos elétricos residenciais, um para casa térrea e outro para sobrado. No da casa térrea a energia vem do QM para o quadro de distribuição e segue para os circuitos terminais (chuveiro, tomadas e sistema de iluminação).

No caso do sobrado, a energia sai do QM e segue para dois QD, sendo um no térreo e outro no piso superior. No térreo os circuitos terminais são para máquina de lavar, tomadas e iluminação. No andar de cima são para chuveiro, tomadas e lâmpadas (ver figuras 1 e 2).

O conjunto de condutores que chega ao QM depende dos padrões de fornecimento da concessionária e da carga instalada. No caso da Eletropaulo, por exemplo, há três tipos de atendimento: A - monofásico a dois fios, sendo uma fase e um neutro (FN); B - monofásico a três fios (FFN) e C - trifásico a quatro fios (FFFN).



Figura 2 - sobrado
Figura 1 - Casa térrea

Confira nos desenhos recomendações para instalação de tomadas, lâmpadas e chuveiros. Os exemplos são de circuitos em um sistema com tensão monofásica de 127 V e bifásica de 220 V. Todo circuito deve ter um condutor de proteção PE. No esquema, a ordem de representação dos condutores é neutro, fase, retorno e proteção, sempre lembrando que circuitos de tomadas devem ser independentes dos circuitos de iluminação.

UMA LÂMPADA E TRÊS PONTOS DE COMANDO
Este circuito necessita de um interruptor intermediário de quatro polos que garante sempre dois pares de polos em contato, cujo acionamento realiza a troca dos polos. O condutor N é ligado a um dos terminais da lâmpada. O R segue até o polo central do primeiro interruptor paralelo. O retorno liga os demais polos dos interruptores e o polo central do segundo interruptor paralelo ao outro terminal da lâmpada. A
figura mostra o funcionamento deste circuito, utilizando um interruptor intermediário (S2) e dois interruptores paralelos (S1 e S3).

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