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Planejamento

Equipamentos de proteção

Aprenda a calcular o custo e o consumo de equipamentos de proteção individual, obrigatórios em qualquer obra para garantir a segurança dos trabalhadores

Reportagem: Juliana Martins
Edição 53 - Novembro/2012
Fotos: Marcelo Scandaroli

Para garantir a integridade física do trabalhador, os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) devem ser selecionados de acordo com as necessidades do trabalho. Ou seja, partes do corpo a proteger, condições de trabalho e riscos envolvidos.

O custo médio de EPI por operário é estimado em função do consumo de cada equipamento. Para contar com estimativas mais precisas, o superintendente de engenharia da Construtora Ferreira Guedes, Luiz Paulo Zuppani Ballista, desenvolveu um método próprio para orçar e planejar a quantidade de EPIs. O primeiro passo é definir o perfil de cada trabalhador: mensalista; horista básico; trabalho em altura; soldador; eletricista; e outras situações.

Custo mensal
Cada categoria envolve um tipo de trabalho, o que determina o respectivo padrão de EPIs. Para o desenvolvimento desse cálculo, o departamento de segurança determinou qual era o tempo de validade e de desgaste de cada material.

Como exemplo, Ballista cita o caso de uso de bota. Segundo ele, os funcionários recebem dois pares a cada seis meses. Ou seja, a compra - e, portanto, o desembolso - é semestral, mas é interessante para a empresa saber o custo mensal desse material. Então, "o custo unitário da peça é multiplicado pela quantidade de peças fornecidas e dividido pela periodicidade da troca".

Assim, veja como calcular o custo mensal de um protetor auricular tipo concha, que, segundo Ballista, custa R$ 10,15 a unidade e que dura sete meses: 10,15 * 1 / 7 = 1,45

A mesma fórmula vale para calcular o custo mensal dos dois jogos de uniforme que o trabalhador precisa a cada 4,5 meses: 25,48 * 2 / 4,5 = 11,32

O valor gasto na compra de EPIs mensalmente para esse funcionário seria de R$ 12,77.

É preciso considerar, inclusive, aqueles EPIs que não são trocados ao longo de toda a construção, como é o caso de cintos de segurança, por exemplo.

Fotos: Marcelo Scandaroli

Aplicação prática
Para que essas fórmulas sejam aplicáveis, é importante que a coordenação da obra faça um perfil detalhado de todas as funções que serão exercidas no canteiro. Somente assim será possível saber quais serão os EPIs necessários e estimar qual será seu respectivo desgaste.

A tabela abaixo traz duas funções comuns em canteiros de obra acompanhadas dos respectivos EPIs necessários para o desempenho das atividades. Além do valor (meramente ilustrativo) de cada um dos equipamentos de segurança, a tabela indica a periodicidade da troca e a quantidade de unidades fornecidas pela empresa a cada troca. Afinal, alguns itens precisam ser lavados periodicamente, como é o caso do uniforme. Portanto, o funcionário precisa ter mais do que um. Note também que a planilha faz uma diferenciação entre os EPIs usados por operários mensalistas que trabalham com a parte civil da obra e os eletricistas, por exemplo. Isso porque cada profissional precisa de equipamentos de proteção específicos para as atividades que exerce.

O cálculo da previsão de custo mensal por tipo de funcionário/colaborador é simples. Basta multiplicar o custo unitário pela quantidade fornecida a cada troca e dividir o valor resultante pela quantidade de meses que o EPI dura. Assim, para chegar ao custo mensal total previsto para a compra de EPIs em toda a obra é preciso, primeiro, saber qual é o custo mensal de cada tipo de operário - eletricista, pedreiro, etc. Depois, é preciso multiplicar esse custo pelo número de operários desse tipo presentes na obra, considerando o tempo que cada um trabalhará no canteiro. A importância desse cálculo é permitir aos responsáveis planejar o desembolso, pois a compra geralmente não é feita a cada mês.


* Os valores são meramente ilustrativos e não remetem, necessariamente, a preços praticados no mercado.
**No caso do protetor solar é dada uma verba para que o funcionário providencie a compra.

Clique para ampliar a tabela

Apoio técnico: Luiz Paulo Zuppani Ballista, superintendente de engenharia da Construtora Ferreira Guedes.

>> Clique para ver mais detalhes na planilha

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