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Planejamento

Planejamento econômico

Construtora investe em projeto, adota modulação de alvenaria e reciclagem de resíduos dentro do canteiro para reduzir desperdício e também o custo da obra

Reportagem: Juliana Martins
Edição 53 - Novembro/2012
Luciana Moraes

Para a construtora Alavanca, valeu a pena investir no planejamento da modulação dos blocos de alvenaria estrutural do Residencial Reserva do Bosque EcoClube, em Sorocaba (SP). A empresa obteve, além de racionalização da obra, redução de custos. "O planejamento deve ser feito para reduzir custos, evitando retrabalhos e mudanças do projeto já em execução.
Isso proporciona redução no tempo de execução e melhor qualidade", afirma Camila Stecca Stefan Marins, responsável pelo departamento de marketing e auditora interna da construtora.

Por isso, a construtora passou a considerar em seus projetos o tamanho dos blocos de alvenaria estrutural. "Há mais eficácia e menos cortes de blocos. Portanto, evita-se o desperdício", conta. Para que esse sistema dê certo, é preciso haver um planejamento afinado. Dessa maneira, Camila conta que desde o projeto já se sabe quantos blocos serão utilizados.

"Fazendo o planejamento do que será utilizado nas obras, evita-se o desperdício e, por consequência, o meio ambiente sofre menos, pois há a diminuição da extração de recursos naturais", explica. Além de reduzir o impacto no meio ambiente, esse tipo de ação gera menos custos para a construtora. "Todos saem ganhando com isso, pois essa postura reduz a poluição, economiza energia, além de proporcionar melhores condições de limpeza e higiene no canteiro de obras", garante.

O entulho gerado na obra devido à quebra de blocos e à sobra de argamassa é transportado dos pavimentos até o térreo por meio de dutos

Além de obedecerem a conceitos de modulação, os blocos de alvenaria são cortados para passagem de instalações elétricas de forma a reduzir quebras e desperdícios

Reciclagem
Entre as ações que a empresa realiza, está o sistema de reciclagem de resíduos que, segundo Camila, abrange todas as etapas das obras. Ou seja, vai desde a correta utilização dos materiais, evitando que desperdícios ocorram, até a reciclagem e correta destinação de todos os resíduos.

Esse processo envolve a qualificação dos trabalhadores da empresa quanto ao uso correto e adequado dos produtos. A construtora Alavanca possui um Comitê Interno de Qualidade, que acompanha, atualiza e avalia o bom funcionamento desse Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ).

Desde o início da obra, papéis e plásticos são selecionados pelos próprios funcionários em uma baia separada no canteiro. Uma empresa parceira é responsável pela coleta desse material e pela reciclagem. Já os metais são depositados em uma caçamba para posterior retirada, pesagem e venda para empresas de reciclagem.

Um moinho processa os resíduos, gerando uma parte mais fina, que é usada em caixas de esgoto e na regularização de pisos e calçadas. A parte mais grossa é usada para fins não estruturais

Resíduos processados
Entulhos como blocos quebrados e sobras de concreto e argamassa são coletados dos pavimentos por meio de dutos verticais e encaminhados para uma área isolada, onde há um moinho para processamento. O material, então, é selecionado e depositado dentro do moedor. Após processado e moído, o resíduo é, então, peneirado. A parte mais densa é utilizada como pedrisco em aplicações não estruturais. A fração mais fina é transportada para uma segunda baia e utilizada para aplicação em caixas de esgoto, regularização de pisos e calçadas. Com isso, explica Camila, é possível reaproveitar de 15% a 20% dos resíduos de materiais, diminuindo custos e descarte de material.

Apoio técnico: Camila Stecca Stefan Marins, responsável pelo departamento de marketing e auditora interna da Construtora Alavanca.

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