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Planejamento

Trincha, broxa e rolo de pintura

Decisão depende do tipo de tinta a ser usado e também da superfície a ser pintada. Veja o que considerar ao optar e saiba como fazer a limpeza para aumentar a vida útil dos materiais

Reportagem: Juliana Martins
Edição 54 - Dezembro/2012

Para o bom desempenho da pintura, é preciso utilizar as ferramentas adequadas a cada tipo de trabalho e superfície, o que evita desperdício de tinta e retrabalhos. O consultor técnico da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), Jorge Fazenda, recomenda lavar a ferramenta antes do primeiro uso para retirar eventuais resíduos, como fios, evitando que se soltem durante a pintura.

Cuidados
Todas as ferramentas que tiverem contato com tinta devem ser lavadas imediatamente após o uso, indica o consultor da Abrafati. "Não pode deixar para o dia seguinte." O excesso de tinta pode ser tirado em um pedaço de papel ou jornal.

Tintas à base de látex permitem que você guarde e reutilize a primeira água que escorre da lavagem, carregada de tinta, para diluir a próxima embalagem. O restante da tinta pode ser tirado do pincel normalmente até que não fiquem mais vestígios.

Se a tinta for à base de solvente, deve-se lavar o material usando este mesmo solvente. Se for à base de água, deve ser descartado em ralo. Caso contrário, é preciso guardar o solvente usado e destiná-lo adequadamente. Após ter tirado toda a tinta, deve-se lavar o material com água e sabão, que pode ser jogado no sistema de esgoto normalmente.

Quando se trata de tintas com reagentes - ou seja, aquelas que vêm em duas embalagens e são misturadas no momento do uso -, o material precisa ser lavado imediatamente após o uso.

Após serem limpos, rolos, trinchas, pincéis e broxas devem ser secos com um pano macio e guardados em local arejado.

HORA DE APOSENTAR

Se o material for limpo adequadamente, pode ser usado por bastante tempo, indica o consultor. Ainda assim, antes de reutilizar, observe se ele solta pelos ou fiapos. Outro teste é apertar o rolo e observar se ele volta ao normal em pouco tempo. Para rolos, o principal indicador de que é chegada a hora da troca é quando, ao ser passado na parede, ele não rola, mas escorrega. No caso de trinchas e broxas, o sinal do fim da vida útil é quando começam a soltar pelos pela parede.

TRINCHAS

Fazenda explica que, apesar de o nome pincel ser mais comum, a ferramenta usada em obra é a trincha, que tem formato chato. Pincéis têm formato redondo e são, explica ele, mais usados em trabalhos artísticos. Como faltam normas, Fazenda diz que a escolha das trinchas costuma se dar de acordo com a superfície em que será utilizada. Observe se a trincha solta pelos facilmente. Aperte-a com a mão e veja se ela volta ao normal rapidamente. Quanto mais agrupadas as cerdas estiverem, melhor. Trinchas com cerdas mais longas e em maior volume oferecem melhor desempenho e melhor cobertura. Quanto mais macio o pelo, melhor para a qualidade da pintura, mas pior para o rendimento, pondera Fazenda.

O tamanho é selecionado de acordo com a superfície. A trincha não pode deixar estrias. Por isso, a dica do consultor é passar a trincha sempre na mesma direção, de forma firme e contínua, distribuindo a tinta homogeneamente.

Fotos: Marcelo Scandaroli

Cerdas pretas
Ideais para pintura de detalhes, acabamentos e cobertura de superfícies. Indicadas para esmaltes sintéticos, óleos, vernizes e zarcão. Podem ser usadas em alvenarias, madeira e metais, entre outros materiais.



Fotos: Marcelo Scandaroli

 

Cerdas gris
Próprias para aplicação de tintas látex, PVA e acrílica à base de água, embora possam ser usadas com tintas à base de solventes em qualquer tipo de superfície. Opte por elas na pintura de detalhes, acabamentos ou cobertura de superfícies.


Fotos: Marcelo Scandaroli

 

Cerdas brancas
Usadas para aplicação de vernizes, stain e resinas sintéticas. Oferecem bom desempenho em todos os tipos de superfície, na pintura de detalhes, recortes, retoques, vincos e cantos.



Fotos: Marcelo Scandaroli

 

Broxas
Segundo Fazenda, broxas são, na verdade, pincéis grandes. Mais indicadas para tinta à base de cal ou cimentícia, que não podem ser aplicadas nem com trincha nem com rolo devido à viscosidade.

 

ROLOS

Os rolos com pelos altos retêm mais tinta e garantem maior rendimento do produto utilizado, sendo indicados para tintas à base de água em superfícies ásperas, absorventes ou rugosas. Já os rolos com pelos baixos garantem melhores acabamentos e podem ser usados em tintas à base de solventes. Devido às cerdas curtas, respingam menos. Fazenda recomenda, ao usar tinta látex, optar pelo rolo largo e de pelos longos, que, por permitirem pegar bastante tinta, também aumentam seu rendimento. "Uma vez molhado, ele espalha bastante", garante. Se a tinta tiver solvente, o indicado é usar o rolo de pelos curtos, pois não é recomendável colocar grande quantidade de tinta para espalhar. Esse tipo de tinta não tem taxa de cobertura elevada. "Em geral, precisa molhar mais vezes", ensina Fazenda.

Foto: Marcelo Scandaroli

 

Lã de pelo curto
Indicada para aplicação de tintas à base de resina epóxi e látex. Antes do uso com tinta látex, é recomendável umedecer ligeiramente em água e depois retirar o excesso de água deslizando-a na parede.



Foto: Marcelo Scandaroli

 

Lã de carneiro ou sintética
Indicadas para aplicação de tintas à base de água, como látex PVA e acrílico.


Foto: Marcelo Scandaroli


Espuma poliéster
Para aplicação de esmaltes, vernizes, tintas a óleo e complementos, como fundos para madeira, metal, etc. Evite o uso de thinner, que pode causar deformação da espuma.



Foto: Marcelo Scandaroli

 

 

Espuma rígida
Feita de poliéster, é indicada para aplicação de texturas.

 

 

Apoio técnico: Jorge Fazenda, consultor técnico da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), e Castor.

 

 

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