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Planejamento

Vida útil e valor residual

Veja como calcular quanto valem e por quanto tempo ainda podem operar equipamentos usados

Reportagem: Maryana Giribola
Edição 56 - Fevereiro/2013
Marcelo Scandaroli
Apesar das estimativas informadas pelos fabricantes, a vida útil dos equipamentos de obra pode ser maior ou menor, a depender da qualidade das manutenções e das condições de uso
Marcos Lima
Com base na vida útil e no valor residual, é possível saber quanto cada equipamento desvaloriza a cada hora de uso, o que serve para determinar o valor de revenda de máquinas usadas

Com o tempo e o uso, os equipamentos de obra depreciam, mas não perdem totalmente o valor. Diferentemente de carros, em que a desvalorização depende do ano de fabricação e da quilometragem, no caso dessas máquinas, o que conta são as horas de uso.

Além disso, os fabricantes determinam um período de tempo em que o desempenho é garantido, caindo gradualmente depois disso. Também é preciso considerar a manutenção preventiva, que inclui troca de peças, fluidos, entre outros. Por isso, é importante efetuar as manutenções periódicas e contar com operadores qualificados.

Vida útil
Vida útil é o tempo, estimado e informado pelo fabricante, que um equipamento funciona de forma eficiente e produtiva. Ela varia com o equipamento, as condições de trabalho e a qualidade das manutenções. Essas informações podem ser adaptadas de acordo com a carga de trabalho. Ou seja, a máquina pode durar menos que o previsto caso trabalhe em turno dobrado.

Uma escavadeira, por exemplo, que trabalha cerca de duas mil horas por ano e dura cerca de cinco anos, pode trabalhar por dez mil horas de forma eficiente e produtiva.

A fórmula para esse cálculo é a seguinte: VU = n x a
Sendo que:
» VU = vida útil
» n = vida útil em anos
» a = horas de utilização por ano
No caso da escavadeira: VU = 5 x 2.000 = 10.000 horas de trabalho

Valor residual
Mesmo depois de terem sido utilizados por toda a vida útil, os equipamentos mantêm valor de revenda, principalmente se receberam as manutenções devidas. Esse valor residual, segundo estimativas, é de cerca de 10% a 20% do valor de aquisição.

Então, se uma escavadeira custou R$ 200 mil, seu valor residual, ao final de sua vida útil, pode ser de R$ 20 mil a R$ 40 mil.

Para saber quanto o equipamento desvaloriza por hora de uso, é preciso fazer o cálculo de depreciação, bastante utilizado pelas locadoras de equipamentos. São três os métodos de fazer esse cálculo, mas o mais comum é o método linear.

A depreciação calculada pelo método linear é o custo da aquisição da máquina deduzido de seu valor residual e dividido pelo número de horas de sua vida útil. Ou seja: DH = VA - VR / VU
Sendo que:
» DH = depreciação por hora
» VA = valor de aquisição
» VR = valor residual
» VU = vida útil

Vamos considerar que a escavadeira de R$ 200 mil tenha valor residual de 10%. Ou seja, R$ 20 mil. Considerando que ela tenha dez mil horas de vida útil, vamos aos cálculos:
» DH = R$ 200.000 - R$ 20.000 / 10.000
» DH = R$ 18,00 por hora

O equipamento deprecia R$ 18,00 por hora de utilização. Caso tenha sido utilizado por mil horas, por exemplo, vale para revenda algo em torno de R$ 182 mil. Veja:
» Valor de revenda = R$ 200,00 - (hora de utilização x R$ 18,00)
» Valor de revenda = R$ 200,00 - (1.000 x R$ 18,00)
» Valor de revenda = R$ 182.000

Quando há indícios de que o equipamento não tem mais condições de operar, por ter sido submetido a condições muito agressivas de trabalho ou no caso de equipamentos muito específicos, o valor de revenda pode ser considerado nulo.

Apoio técnico: Aldo Dórea Mattos, engenheiro e autor do livro "Como preparar orçamentos de obras", da Editora PINI.

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