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Planejamento

Aluguel de equipamentos

Custo do aluguel leva em conta consumo de combustível, lubrificantes, mão de obra, manutenção e transporte. Veja como calcular

Reportagem: Maryana Giribola
Edição 57 - Março/2013

Foto: Marcelo Scandaroli

Especialmente para máquinas muito específicas ou usadas por pouco tempo, alugar pode ser melhor do que comprar. Há três modalidades de locação: tarifa, leasing ou empreitada. A primeira considera um preço fixo por hora, dia, semana ou mês, com ou sem operador e incluindo ou não combustível, lubrificação e eventuais reparos. O leasing pode custar mais, mas parte do que é pago pode ser abatido no caso de compra posterior do equipamento. A empreitada considera o valor do serviço fechado, com o trabalho realizado pelo locador.

Ao calcular, é preciso considerar combustível, mão de obra, lubrificantes e manutenções, além do transporte do equipamento. Veja como saber o custo do aluguel de uma escavadeira:

Onde:
» Q = consumo em litros por hora
» HP = potência do motor
» C = capacidade do cárter em litros
» T = intervalo de trocas em horas
Considerando um cárter com capacidade para 15 litros e trocas a cada 100 horas, motor de 165 HP e o litro do óleo a R$ 10,00.
» Q = [(165 x 0,6 x 0,0027) / 0,893] + (15/100) = 0,45 litros por hora

Agora, multiplique o consumo pelo valor do litro do óleo:
0,45 x R$ 10,00 = R$ 4,50

Para saber o custo horário dos demais óleos, adicione 50% ao custo do óleo do cárter: R$ 4,50 + 50% = R$ 6,75

Portanto, os lubrificantes custarão, por hora, R$ 11,25.

Mão de obra
Este custo varia de acordo com a máquina. Além da hora de trabalho, é preciso considerar encargos sociais e trabalhistas. Considerando um custo horário de R$ 5,31 e 130% de encargos, basta multiplicar os valores: R$ 5,31 x 2,30 = R$ 12,21

Custos variáveis
Segundo Eurimilson João Daniel, presidente da Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema), em obras curtas e de pequeno porte, geralmente os custos de manutenção são assumidos pelo locador. Já em obras de maior porte e em contratos de locação longos, o locatário geralmente assume esses custos.

Os custos de deslocamento dos equipamentos até a obra e de volta também devem ser considerados. Daniel explica que em trechos curtos nos grandes centros o transporte tem custo médio fixo. Para longas distâncias, o preço pode ter como referência os quilômetros rodados e a quantidade de pedágios.

CÁLCULO

Combustível
Como os equipamentos não trabalham a plena potência durante todo o ciclo de operação, o consumo depende de sua potência média. Então, podemos adotar que, para situações de baixa intensidade de uso, o fator de potência é de 40%; para média intensidade, 55%; e para alta intensidade, 75%.

Quanto ao consumo médio, vamos considerar que o motor da nossa escavadeira, com potência nominal de 165 HP, consome 0,15 litros por HP/ hora. Vamos considerar que o litro do combustível custa R$ 1,80.

Basta multiplicar os valores para saber o custo horário do combustível: Custo horário = 165 x 0,55 x 0,15 x 1,80 = R$ 24,50

Lubrificantes
Os lubrificantes de um equipamento abrangem óleo do cárter, da transmissão, do comando final e do sistema hidráulico. Para saber o consumo de cada um, vamos primeiro estimar o consumo de óleo do cárter. A fórmula, definida no livro "Como preparar orçamentos de obras", de Aldo Dórea Mattos e publicado pela Editora PINI, é a seguinte:
» Q = [(HP x 0,6 x 0,0027) / 0,893] + (C / T)

 

Apoio técnico: Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema).

 

 

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