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Obras

Raio X

Piso intertravado para calçadas

Para resistir às cargas e manter sua capacidade drenante, este tipo de pavimento exige atenção ao caimento e à compactação de todas as camadas

Reportagem: Juliana Martins
Edição 58 - Abril/2013

A pavimentação de calçadas com blocos de concreto é rápida de executar, possui vida útil longa, baixa manutenção e alta capacidade de drenagem. Nesse sistema, blocos modulares pré-moldados em concreto, com diversas formas e cores, são justapostos e se mantêm fixos por conta do atrito da área lateral das peças em relação às outras.

Daniel Beneventi

1. Contenção lateral
São guias de concreto que servem para confinar o piso intertravado e funcionam como marcadores de cotas de níveis e alinhamentos.

2. Rejunte
O rejuntamento é feito com areia ou pó de pedra peneirada para garantir, após a compactação final, o intertravamento correto das peças.

3. Blocos
As peças pré-moldadas se comportam como uma camada flexível e única por causa do intertravamento.

4. Intertravamento
Com o travamento, a transferência de carga entre os blocos distribui a pressão sobre o subleito e a base, reduzindo o risco de deformações.

5. Assentamento
A camada de areia de assentamento – ou pé de pedra – deve ser regular para servir como base para o assentamento das peças. Ela funciona como barreira para evitar propagação de possíveis fissuras da base, além de preencher as partes mais baixas das juntas.

6. Base
Pode ter material granular, sem aderência, ou receber cimento para melhorar sua capacidade de carga. A espessura mínima é de 10 cm e é necessário prever inclinação de no mínimo 2% para drenagem de águas pluviais.

7. Sub-base
É a primeira camada do pavimento e, dependendo do caso, pode não ser necessária. É comumente feita de material granular, solo escolhido, solo brita ou solo tratado – como o melhorado com cimento. A compactação correta da base e da sub-base – que absorvem as cargas – é primordial para o bom desempenho do pavimento.

8. Subleito
Camada mais profunda, pode ser composta pelo solo original – se tiver resistência adequada – ou oriunda de outro local. Não pode ser um solo expansivo, ou seja, que inche na presença de água, e deve estar livre de plantas e raízes. Devidamente compactado, tem que ficar 1,5 m acima do lençol freático, com caimento mínimo de 2%.

9. Conservação
Esses blocos podem ser retirados e recolocados, o que permite reparos em tubulações e de eventuais recalques do subleito.

10. Drenagem
O desempenho da drenagem depende da inclinação longitudinal e dos caimentos transversais. Para calçada, o caimento transversal recomendado é de 2%, com caimento transversal máximo de 4%.

11. Formatos mais comuns
Os formatos mais comuns de blocos intertravados, entre diversos fabricantes, são: retangular, “raquete”, 16 faces e sextavado. Para calçadas, usam-se, em geral, blocos com espessura de 6 cm, conforme projeto. A resistência da pavimentação intertravada costuma variar entre 35 MPa e 50 MPa.

12. Tipos de assentamento
Os arranjos podem ser do tipo espinha de peixe, que em condições de tráfego intenso é considerado o mais adequado devido à sua boa resposta frente ao fenômeno de “escorregamento”, analisado em relação ao travamento horizontal; espinha de peixe a 45º; tipo fileira; e trama.

Apoio técnico: engenheiro elétrico Jorge Fernando Rushel dos Santos.
* Imagem meramente ilustrativa – não serve como referência de projeto

 

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