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Planejamento

Tintas imobiliárias

Escolha deve considerar substrato, rendimento, durabilidade e acabamento. Conheça as características de cada tipo de tinta e saiba como aplicá-las

Reportagem: Isis Nóbile Diniz
Edição 58 - Abril/2013
Fotos: Marcelo Scandaroli

Com função estética e de proteção, tintas imobiliárias devem ser escolhidas com base na qualidade, e não no preço. “Não raras vezes, as mais econômicas têm baixa qualidade e exigem mais demãos, respingam mais e a capacidade de cobertura dura menos”, explica Gisele Bonfim, gerente técnica da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati).

O primeiro passo é optar por fabricante que faça parte do Programa Setorial da Qualidade (PSQ) – Tintas Imobiliárias, gerenciado pela Abrafati e que faz parte do Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H), do Ministério das Cidades. A lista com os fabricantes comprometidos a produzir de acordo com as normas técnicas brasileiras está disponível no site www.tintadequalidade.com.br/qualidade-aprovada.

Em seguida, deve-se conferir o tipo da tinta: econômica, standard ou premium, além do acabamento – fosco, acetinado ou brilhante. Todos podem ser aplicados em paredes de alvenaria em ambientes internos, mas ambientes externos, como fachadas, exigem tintas standard ou premium, com maior durabilidade e resistência a intempéries. É importante sempre ler a embalagem, que traz informações sobre diluição e área de cobrimento.


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COMPRA E DESCARTE

Fotos: Marcelo Scandaroli

O rótulo informa o rendimento de acordo com a embalagem – lata ou galão. Assim, basta medir a área a ser pintada e comparar com o rendimento para decidir sobre a compra. Se a quantidade que sobrar for grande, é possível doar. Caso a sobra seja reduzida, é recomendável pintar papelão ou jornal que, secos, podem ser descartados em lixo comum, segundo Gisele. Sobras de tinta e resíduos da lavagem da lata ou das ferramentas de pintura nunca devem ser despejados na rua ou no solo, pois podem chegar a cursos de água. O ideal é descartá-los – no menor volume possível – na rede de esgoto. As latas devem ser encaminhadas a postos de entrega ou para a reciclagem. Solventes inutilizados devem ser enviados para empresas de recuperação ou incineração.

EMBALAGEM
Ela deve conter a identificação da empresa, o prazo de validade, o número do lote, a marca comercial, o nome do produto, o conteúdo, as referências às normas técnicas e a classificação. Também deve indicar se a empresa participa de programas de controle de qualidade, bem como o nível de desempenho e onde pode ser aplicada. A embalagem também traz instruções sobre diluição, preparo da superfície, tempo de secagem, número de demãos e condições ambientais ideais (umidade relativa e temperatura).

A durabilidade varia conforme o nível de qualidade, a exposição a fatores ambientais e a limpeza da superfície, sendo adequado repintar após dois anos.

 

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