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Planejamento

Argamassa a granel

Construtora reduziu o desperdício de material e a quantidade de operários ao armazenar argamassa em silos e bombeá-la diretamente ao pavimento de destino

Reportagem: Juliana Martins
Edição 59 - Maio/2013
Foto: Divulgação Construcap
O silo e o compressor ficam alocados no térreo da obra, de onde a argamassa será bombeada até o pavimento de destino, eliminando a necessidade de transporte vertical

Para reduzir a mão de obra necessária para fazer o transporte vertical de argamassa no canteiro, a Construcap optou por utilizar argamassa a granel, bombeada diretamente para o andar em que será utilizada.

"Geralmente, os sacos são rasgados, gerando pó, e jogados fora", explica Fabio Pozzer, coordenador de obras sustentáveis do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), que atua na obtenção da certificação Leadership in Energy and Environmental Design (Leed). Além disso, Juliana Rangel, consultora de obras do CTE, afirma que a reciclagem da embalagem de argamassa é complicada.

Argamassa a granel
O engenheiro João Luiz Andrade Pereira, gerente de produção da Construcap, conta que o fator determinante ao optar pela argamassa a granel foi o alto consumo registrado em obra. Isso porque, com muitos funcionários no canteiro e alto consumo de material, a construtora decidiu adotar uma argamassa de uso múltiplo para eliminar o risco de confusão entre argamassas de assentamento e de revestimento. No caso em questão, o mesmo material serve às duas finalidades, em ambientes internos e externos.

Segundo Pereira, a tecnologia de armazenamento em silo com bombeamento direto para o andar proporciona reabastecimento no ritmo adequado. Isso é importante porque elimina a necessidade de contar com operários dedicados a fazer o transporte vertical do material.

Além disso, explica, o bombeamento da argamassa soluciona o problema da poeira no ar, pois o misturador que recebe o material tem filtros nas extremidades que impedem sua dispersão e, consequentemente, evitam desperdício. A perda de material também é atenuada devido ao fato de a mistura ocorrer no momento do uso, pelo próprio equipamento.

Devido ao grande volume de argamassa consumido nesta obra, a construtora conseguiu, ainda, eliminar o custo de locação do equipamento de bombeamento junto à empresa fornecedora. "A cada três dias usamos cerca de 75 toneladas", diz Pereira.

A manutenção dos equipamentos, segundo ele, não é alta. "O custo de manutenção tem sido baixo e sempre temos mais de um equipamento para cada frente de serviço", explica.

Foto: Divulgação Construcap
Em sua extremidade, o misturador, que prepara a argamassa conforme a demanda, conta com filtros que evitam a dispersão de poeira no ar

Logística necessária
Com mais de 100 m de mangueira, os operários têm a agilidade necessária para acessar todos os pontos da obra. O silo fica alocado no térreo em um local de 3 m x 4 m e com a base feita de concreto. O compressor, que faz com que a argamassa chegue até o local onde será utilizada, fica ao lado do silo.

Um único operador fica responsável por um grupo de dois ou três silos, o que dispensa a presença do servente atuando no transporte de material.

Outra vantagem, segundo conta o gerente de produção, é garantir o correto armazenamento da argamassa, sem o risco de que algum saco fique ao relento ao final do dia.

Apoio técnico: Juliana Rangel, consultora de obras, e Fabio Pozzer, coordenador de obras sustentáveis do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), e engenheiro João Luiz, gerente de produção da Construcap.

 

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