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Obras

Como escolher

Veja o que determina o procedimento adequado para união de aço de construção

Veja como escolher a melhor solução ao emendar vergalhões, garantindo o desempenho e evitando o comprometimento estrutural das armaduras

Reportagem: Maryana Giribola
Edição 64 - Outubro/2013
 

É comum a necessidade de fazer emendas em barras de aço na construção civil, seja em armaduras de pilar, estruturas de fundação, recuperação de estruturas, aproveitamento de sobras de barras ou até mesmo para que as barras atinjam o comprimento necessário a fim de vencer grandes vãos. Para cada caso há uma solução mais adequada, já que as alternativas podem variar de acordo com as características da aplicação, de solicitação sobre a barra e com as bitolas dos vergalhões a serem emendados.

A NBR 6.118 - Projeto de Estruturas de Concreto - Procedimento e a NBR 14.931 - Execução de Estruturas de Concreto - Procedimento estabelecem os tipos de emendas que podem ser utilizados e os respectivos procedimentos, como as restrições de acordo com as condições projetadas e características de cada uma das emendas.

As por traspasse, luvas com preenchimento metálico, luvas rosqueadas, luvas prensadas e emendas soldadas, por exemplo, estão previstas nas normas de projeto e execução de estruturas de concreto.

 

Tipos de solda
Quando são soldadas, o que requer aços com características especiais, há quatro tipos de soluções: de topo, por caldeamento, para bitola não menor que 10 mm; de topo, com eletrodo, para bitola não menor que 20 mm; por traspasse com pelo menos dois cordões de solda longitudinais; ou com barras justapostas, sendo essa opção pouco utilizada no mercado por tornar a seção de aço três vezes maior que uma barra convencional. Vale ressaltar que todas essas aplicações devem atender ao procedimento da norma conforme a ilustração.

A solda de topo por caldeamento não requer metal de adição para união das barras. Ou seja, os vergalhões se fundem quando o aço é aquecido por uma corrente elétrica próxima à temperatura de fusão. Nesses casos, as duas barras são pressionadas, topo a topo, por uma força mecânica que promove a união.

Já a solda de topo com eletrodo, as por traspasse com solda e as justapostas utilizam metais de adição, mas, nesses casos, o tipo de arame que fará a ligação pode variar de acordo com a resistência requerida da barra. Além disso, é preciso seguir as recomendações da NBR 14.931, que indicam a forma de soldagem de cada elemento.

Quando se opta por realizar emendas soldadas, é imprescindível o uso de barras com características de soldabilidade previstas pelas normas dos produtos, onde a composição química do aço é controlada. A NBR 14.931 determina quais são os tipos de barras de aço que podem ser soldadas.

Além disso, para executar a soldagem, a operação deve ser qualificada e executada com equipamentos, materiais e métodos apropriados. "É preciso traçar um roteiro, procurar manter a mesma mão de obra e os mesmos padrões de soldagem, realizar ensaios de comprovação, verificar se aquela emenda soldada atende à norma e, sobretudo, qualificar o processo e os profissionais", aconselha Antonio Paulo Pereira Filho, especialista de produtos da ArcelorMittal Aços Longos.

 

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