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Obras

Passo a passo

Passo a passo: aplicação de membrana de poliureia

Sistema de impermeabilização exige equipamentos e técnicas especiais para execução do serviço

Reportagem: Gisele Cichinelli
Edição 80 - Fevereiro/2015

As membranas de poliureia são impermeabilizantes bicomponentes (resina e isocianato) e monolíticas que apresentam resistência química e à hidrólise, aderem aos mais diversos substratos e resistem ao ataque de micro-organismos, e às intempéries, sem prejuízo ao seu desempenho.

Na construção civil, são indicadas para estruturas sujeitas à abrasão, ataque químico e contato direto com água, tais como lajes, tanques e reservatórios, arquibancadas de estádios, pisos industriais e galpões. Em ambientes agressivos (por exemplo aqueles em contato com ácidos sulfúrico, fosfórico e clorídrico), porém, devem ser aplicadas com cautela. Nessas situações, o ideal é avaliar previamente quais serão a concentração, a temperatura e o tipo do produto a ser usado, a fim de evitar futuros danos na membrana.

A execução do serviço aparenta ser simples, mas exige equipamentos e máquinas especiais, e, portanto, deve ser realizada por empresas qualificadas. Antes de iniciar a aplicação, é fundamental considerar as condições climáticas, sobretudo a temperatura de ponto de orvalho. De acordo com recomendações internacionais, o produto somente pode ser aplicado com temperatura de substrato a 3ºC acima da temperatura de ponto de orvalho do local. Outro ponto a ser avaliado previamente é a umidade do substrato, que deve ser menor que 5% no momento da aplicação. Caso o índice seja superior, há riscos de formação de bolhas e posterior descolamento da poliureia.

A aplicação do produto em concreto velho deve ser precedida por uma inspeção cuidadosa da área. Áreas com delaminações devem ser identificadas por métodos sonoros específicos, marcadas e tratadas com os métodos adequados. Trincas e rachaduras também devem ser reparadas e preenchidas.

Já a aplicação em substratos metálicos exige verificação prévia do estado das soldas, que devem estar contínuas e isentas de imperfeições. Nesses casos, o primer deve ser aplicado imediatamente após o lixamento da superfície com jato de granalha, para evitar oxidação.

Por fim, é importante verificar se o equipamento de pulverização está limpo antes de iniciar a aplicação. Esse cuidado evita que sujeiras e resíduos secos sejam depositados na película de revestimento. Quaisquer solventes devem ser removidos antes que o equipamento seja utilizado.

FERRAMENTAS E EPIS
Fotos: Marcelo Scandaroli
Avental, luvas, capacete, óculos e máscaras protetoras, protetor auricular, chave de fenda, espátula, aspirador de pó, rolo de pintura e pulverizador (foto acima); politriz diamantada (foto inferior à esquerda); equipamento para mistura do produto (inferior à direita).

 

Fotos: Marcelo Scandaroli
Passo 1. Verifique as condições da superfície de concreto e, se necessário, remova resquícios de óleos, poeiras, graxas ou qualquer outro tipo de sujeira que possa afetar a aplicação da membrana.

 

Fotos: Marcelo Scandaroli
Passo 2. Com uma politriz diamantada, raspe a superfície de concreto. Esta etapa é fundamental e permite a aderência da membrana de poliureia, impedindo seu descolamento do substrato (sobretudo em áreas de tráfego intenso).

 

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