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Dores nas costas e inflamações no ombro, juntas e tendões são as principais causas dos afastamentos na construção

Pesquisa do Seconci-SP analisa os motivos das consultas médicas e dos afastamentos de trabalhadores do setor no ano de 2015

Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb
6/Abril/2017
Shutterstock

Pesquisa do Serviço Social da Construção do Estado de São Paulo (Seconci-SP) mostra as principais causas de afastamento dos trabalhadores do setor da construção civil em 2015. Das 65.792 consultas médicas realizadas na Unidade Central do Instituto de Ensino e Pesquisa Armênio Crestana (Iepac), cerca de 7.879 geraram atestados de afastamento na unidade da capital paulista.

As principais causas são as dores nas costas, inflamações no ombro, juntas e/ou tendões, correspondendo a 34,4%, indiferente da faixa etária. Gripes, viroses, sinusites, amigdalite e faringites ficam com 10,7% das causas de falta ao trabalho. Pacientes que realizaram exames com duração superior a três horas ou que ficaram em observação clínica, correspondem a 7,8% dos atestados. Logo após estão contusões, entorses, distensões, traumatismo e acidentes, responsável por 8,5% das faltas. Problemas intestinais como má digestão, gastrite, diarreia, úlceras e inflamação resultam em 5,5% e por último, hipertensão arterial e doenças cardíacas, equivalentes a 5%.

"Diminuiu a incidência de doenças ligadas aos cuidados da empresa e da própria pessoa em relação à sua saúde e à segurança do trabalho. É o caso das dores lombares e articulares e das inflamações (ombros, juntas, tendão), que representavam 43% dos motivos de afastamento em 2012, e passaram a 34% em 2015. Também é o caso das contusões, entorses, traumatismos e ferimentos, que caíram de 13% para 8,5%; e de má digestão, gastrite, diarreia, úlceras, inflamação no intestino, que registraram a maior queda proporcional: de 11% para 5,5%. Ao mesmo tempo, elevou-se a proporção das doenças relacionadas à má qualidade de vida na cidade, como as respiratórias: os casos de faringites, amigdalites, sinusites, gripes e viroses aumentaram de 7% para 10,7%", analisa a superintendente do IEPAC, Dra. Norma Araújo.

Conforme a pesquisa, liderando o índice de dias da semana com maiores registros de afastamentos ficou a segunda-feira com 21,8%, seguido da sexta-feira com 17%. No período de 2014, a segunda-feira correspondia a 24% dos dias com mais afastamentos. Já relacionados as consultas médicas, a terça-feira sai na frente com 22,5% e as sexta-feira com 17,8%.

Em 2015, o afastamento de um dia correspondeu a 74% dos atestados médicos emitidos pela entidade. Menos de 5% foram para licenças superiores a cinco dias.

Na análise por faixa etária, 27% dos pacientes que receberam atestado médico tinham entre 40 e 49 anos, seguidos da faixa entre 30 e 39 anos (24,2%). No total de consultas, o grupo mais demandante também foi o de 40 a 49 anos (26,5%), seguido daqueles com 50 a 59 anos (23,2%).

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