Como escolher disjuntores

Como escolher disjuntores

Isso é um disjuntor termomagnético. Esse equipamento é instalado logo no quadro de entrada de energia do imóvel, entre o medidor e os circuitos internos da casa. O disjuntor protege os aparelhos ligados à rede elétrica no caso de eventuais curto-circuitos e sobrecargas.

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Quando o disjuntor detecta um aumento de corrente elétrica não previsto em projeto, seu mecanismo interno é acionado e ele desarma imediatamente, interrompendo o fluxo de energia e protegendo o circuito.

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Sobrecarga é a elevação moderada de corrente no circuito, que geralmente provoca aquecimento dos condutores e reduz a sua vida útil e a dos componentes nele ligados. O curto-circuito é uma elevação exagerada da corrente, originada por defeitos de isolação no sistema, e que produz aumentos exagerados da intensidade da corrente elétrica.

Marcelo Scandaroli

Um quadro de distribuição de energia tem um disjuntor para cada circuito do imóvel.

Marcelo Scandaroli

O disjuntor também serve como interruptor que liga e desliga os circuitos, permitindo, por exemplo, trocar a resistência do chuveiro ou mexer na fiação das tomadas sem risco de tomar choques elétricos.

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Não importa qual seja o fabricante, os disjuntores têm encaixes padronizados. Assim, fica mais fácil especificar o produto, pois todos são compatíveis com os quadros de luz existentes no mercado. O que os difere entre si é o desempenho e a qualidade do produto oferecido por cada fabricante.

Ao comprar um disjuntor em um site, por exemplo, você pode encontrar um descrição técnica como essa: “Disjuntor 2P Curva C 16A 220/380V”. Não se assuste com as letras e os números. O termo “2P” indica que ele é um equipamento bipolar, feito para circuitos bifásicos; “Curva C” é o padrão de acionamento do equipamento; 16 A é o valor da corrente nominal para o qual foi projetado; e 220/380 V é a tensão nominal para a qual foi projetado. Ele deve ter também a inscrição ABNT NBR IEC 60898, da Associação Brasileira de Normas Técnicas, e o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

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Um disjuntor monopolar é usado em circuitos com apenas um fio fase; disjuntores bipolares são usados em circuitos com duas fases; e disjuntores tripolares são usados em circuitos trifásicos.

Marcelo Scandaroli

Ao trocar o disjuntor, confira se o equipamento novo tem as mesmas características do usado. Se a corrente nominal (amperagem) do disjuntor for maior do que a corrente de projeto, as sobrecargas não vão acioná-lo e o circuito ficará desprotegido. Se o disjuntor tiver uma amperagem menor do que a corrente nominal do circuito, ele vai desarmar com frequência, impossibilitando a operação normal dos aparelhos ligados na rede. Preste atenção também à voltagem do aparelho.

Marcelo Scandaroli

Não confunda o disjuntor com o dispositivo diferencial residual (DR), que é fisicamente muito parecido, mas serve para desligar a rede quando detecta variações de corrente ainda mais sensíveis, típicas de choques elétricos em pessoas. Um DR é instalado também no quadro elétrico, mas antes dos disjuntores, atendendo a toda a instalação elétrica da residência.

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Os disjuntores podem ser de curva B, C e D, que é uma classificação bastante técnica. Os disjuntores curva B são utilizados nos circuitos que receberão cargas resistivas (chuveiro, torneira elétrica, lâmpadas e secadora de roupas), os de curva C são utilizados para proteger circuitos com cargas indutivas (geladeiras, condicionadores de ar, motores elétricos em geral etc.). Disjuntores de curva D, menos comuns em circuitos residenciais, são usados para circuitos com motores de partida direta. Por convenção, não existem disjuntores de curva A, para não haver confusão com o símbolo da unidade Ampère (A).

Divulgação: Steck

Os disjuntores também são muito parecidos com os dispositivos de proteção contra surtos (DPS), que protegem os equipamentos contra variações de tensão na rede, provocadas por raios ou manutenção da concessionária.

Por Renato Faria

Apoio técnico: Edson Martinho, membro da diretoria-executiva da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel) e Presidente da Associação Brasileira de Eletricistas (Abrael).