Passo a passo: recuperação de piso de concreto

Passo a passo: recuperação de piso de concreto

As maiores demandas patológicas em pisos de concreto estão relacionadas à resistência e abrasão, juntas e fissuras, nessa ordem. Segundo Maurício Freitas, diretor da Reflex Tratamento em Pisos, quase todos esses problemas acontecem pela falta de planejamento no projeto, tanto em áreas externas, quanto internas. Freitas afirma que restaurar é muitas vezes mais rápido, prático e barato do que trocar o concreto. “Na maioria dos casos de pisos condenados, a restauração pode custar até 40% menos do que a colocação de um novo”.

Em seus projetos, ele utiliza a técnica UHPC (Ultra High Performance Concrete). A tecnologia inclui uma ampla gama de materiais que proporcionam maior resistência mecânica do concreto. São considerados UHPC os concretos com resistência à compressão maior que 20.000 psi (138,0 MPa), que geralmente tem um elevado teor de adições e agregados finos especiais. Freitas comenta que a técnica tem vantagens como alta durabilidade, facilidade de limpeza e, como reflete mais luz, gera economia na iluminação do ambiente interno. “Além disso o restauro é mais sustentável, pois envolve a retirada mínima de material da obra, evitando o descarte no meio ambiente”, completa. Confira a seguir todos os passos da recuperação de pisos de concreto com a técnica UHPC em casos de abrasão, juntas e fissuras.

Passo 1. Teste de abrasão de risco nível 2, com material não abrasivo.

Passo 2. Teste de abrasão com risco nível 3.

Passo 3. Teste de abrasão com risco nível 4.

Passo 4. Juntas em macrofissura com super patologia tratadas com sistema de biopolímero, que permite dilatação do material.

Passo 5. Alinhamento da superfície para corte.

Passo 6. Microfissura serrada com o canal aberto, de no mínimo 1,5 cm, para receber o material semi-rígido de recuperação do piso de concreto. A própria serra é usada para limpar as bordas e gerar ancoragem.

Passo 7. Corte serrado pronto para receber o material.

Passo 8. Material retirado de uma profundidade mínima de 2,5 cm, com canal para posicionamento da fórmica onde funcionará a dilatação das placas.

Passo 9. Fórmica instalada no meio com um dos lados preenchidos com argamassa epóxi.

Passo 10. Preenchimento final com biopolímero. A cura ocorre entre 24 a 36 horas.

Passo 11. Microfissura preenchida com argamassa epóxi semi-rígida.

Passo 12. Lixamento manual do biopolímero após a cura do material. O procedimento nivela o piso e dá acabamento.

Passo 13. Piso em biopolímero já nivelado e com acabamento

Passo 14. Microfissura com acabamento em epóxi semi-rígido.

Passo 15. Após o serviço de lapidação, o piso atinge resultados de nível 9, com resistência a abrasão e brilho de porcelanato.

Por Alexandra Gonsalez