Plantas: madeira e vidro

Plantas: madeira e vidro

Projetado pelas arquitetas Ana Luisa Rolim, do escritório Coletivo-rt, e Juliana Santos, o restaurante Anjo Solto, na capital pernambucana, executou um retrofit e adaptação de casa modernista da década de 1960. O elemento-chave da intervenção foi a madeira pínus, ecologicamente correta, de reflorestamento. O material de fácil manuseio e trabalho compôs a adega-vitrine, ponto focal do projeto de interiores. “O espaçamento necessário à acomodação das garrafas de vinho foi usado como matriz para gerar o desenho modulado dessa estrutura”, explica Ana Luisa.

Empregado não só na adega como em painéis variados e na escada espinha de peixe com estrutura metálica que leva ao segundo piso, o pínus se tornou uma das principais marcas do restaurante. O intuito, segundo as arquitetas, foi explorar a linguagem visual da madeira sem escurecer os ambientes – daí a opção por um padrão de tonalidade clara.

Para a execução precisa das estruturas criadas pelas arquitetas, foi fundamental a elaboração de projeto executivo detalhado, com a especificação inclusive dos acabamentos de detalhes de iluminação e passagem da tubulação do sistema de refrigeração da adega.

O corte da estrutura de madeira dá detalhes sobre as vedações de vidro, ferragem e acabamento

Para a escada espinha-de-peixe, o desenho evidenciou a conexão entre os materiais: aço, concreto e madeira pínus

Por Isadora Macedo