Projeto implementado por construtora goiana visa zerar acidentes durante trabalhos em altura

Projeto implementado por construtora goiana visa zerar acidentes durante trabalhos em altura

Idealizado há mais de cinco anos, o projeto EPC Prático, que usa telas de metal em torno da obra, busca evitar acidentes por falha humana durante a construção de edifícios.

De acordo com o Anuário Estatístico do Ministério da Previdência Social, em 2010 foram registradas 54.664 ocorrências de acidente de trabalho na construção civil, dos quais 36.379 se enquadram como “acidentes típicos”, como é o caso das quedas em altura. Essa é a causa mais comum de lesões e mortes, depois dos acidentes em trabalhos de escavação e movimentação de cargas. Nesse sentido, uma empresa da construção civil tem adotado medidas práticas de proteção coletiva para prevenir ocorrências desse tipo.

O exemplo é da Queiroz Silveira Construtora e Incorporadora, que desenvolveu um equipamento de proteção coletiva de fácil montagem e sustentável graças ao reaproveitamento dos componentes em outras obras. São telas de metal fixadas a oito centímetros da periferia, o que torna quase impossível a queda de objetos e pessoas. Além disso, ela não precisa ser retirada enquanto operários realizam procedimentos como levantamento de alvenaria, por exemplo.

De acordo com o técnico de segurança do trabalho Daniel Sousa, de quem – há cinco anos – partiu a ideia de desenvolver projetos voltados para o risco de queda, esse é um dos quatro projetos voltados para esse fim que serão implantados na empresa. As telas são resistentes, atendem às exigências de teste das Normas Regulamentadoras (NRs) e Normas Brasileiras Regulamentadoras (NBRs) relacionadas ao tema, e são eficientes por estarem presentes em diversas fases da obra sem comprometer ou expor a vida de pessoas. “É um equipamento que acompanha a velocidade da obra em razão da facilidade de instalação. Elimina o risco de queda, funciona independentemente da falha humana. Além disso, é um recurso prático, pois elimina desperdício e acúmulo de materiais. A vida útil do produto é longa e pode ser reaproveitado em outras obras”, conta Daniel.

O sistema adaptável a diferentes tipos de obras é instalado nas extremidades de lajes durante a construção do edifício. As telas metálicas com estrutura reforçada no perímetro das lâminas garante a segurança dos funcionários.

No mundo inteiro, trabalhadores da construção civil têm três vezes mais probabilidades de sofrer acidentes mortais e duas vezes mais de sofrer ferimentos, ocorridos, na maior parte das vezes, por falha humana. De acordo com o diretor da empresa Rogério Queiroz Silveira, o intuito do sistema de proteção desenolvido é eliminar as chances de ocorrência dessas falhas, que, em grande parte das vezes, infelizmente resultam em acidentes. “A estrutura garante que o indivíduo não caia do prédio ou que Equipamentos maiores sejam arremessados por descuido ou acidente”, explica.

O projeto foi implementado na obra do QS Marista, em julho de 2015, onde desde então nenhum acidente por queda de objetos ou de pessoas foi registrado. Atualmente, o projeto concorre ao prêmio SindusCon/GO de Boas Práticas em Segurança. A tela ainda é uma aliada para os demais itens de segurança, como a bandeja principal, as telas de segurança, linha de vida e o Sistema Limitador de Queda em Altura(SLQA). Daniel lembra que, além das telas, os funcionários do pátio de obras utilizam todos os mais de 50 equipamentos exigidos por lei durante o trabalho.

Com o projeto, ressalta Rogério,é possível propiciar mais segurança e mais economia de recursos,uma vez que o material é reutilizá-lOS. “Caso você tenha uma manutenção a cada troca de obra, esse material pode ser reutilizado em até cinco obras. É uma questão de zelo, tendo isso, conseguimos um aproveitamento muito grande emambos os aspectos: segurança e sustentabilidade”, afirma.

Desmontável, o sistema pode ser instalado novamente na mesma obra ou em outros canteiros.